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A
ASSEF - Associação dos Engenheiros Ferroviários
no Estado de São Paulo, foi fundada em 20 de maio de
1.954 sob o nome de "Associação dos
Engenheiros da Estrada de
Ferro Sorocabana", pelo
Engenheiro WALFREDO REBELLO DE ALBUQUERQUE
CAVALCANTI.
Com
a formação da FEPASA em 1.974,
produto da união das cinco
ferrovias Paulistas, quais sejam:
"Estrada de Ferro
Sorocabana; Estrada de Ferro
Araraquarense; Estrada de Ferro São Paulo
Minas; Estrada de Ferro Mogiana e Companhia
Paulista de Estradas de Ferro; criou-se a
necessidade de se unir as Associações de
Engenheiros existentes", até que, em março de
1.979 foi criada a "ASSEF - Associação dos Engenheiros da FEPASA".
Na
gestão do Governador Mário Covas, fruto de uma negociação
da dívida do Estado de São Paulo com o Governo
Federal, a FEPASA foi federalizada passando a
ser Malha Paulista da Rede Ferroviária
Federal - RFFSA, a partir de maio de 1.998.
Face
a essa nova situação e à crescente
desagregação da categoria, após consulta às
bases, foi aprovada a alteração da razão social,
através da Diretoria do biênio 1.998/1.999, passando então a
denominar-se: "Associação dos Engenheiros Ferroviários
no Estado de São Paulo", mantendo-se a sigla
ASSEF, a partir de 10 de agosto
de 1.998, alterando-se inclusive os estatutos, adequando-os à
nova realidade.
A
seguir transcrevemos a carta que
deu origem ao processo de constituição
da ASSEF, com os respectivos membros
idealizadores e fundadores, compromissos assumidos etc.
REMINISCÊNCIAS
Em
28 de janeiro de 1.954 foi
lançada em São Paulo a semente
do que viria ser a ASSOCIAÇÃO DOS ENGENHEIROS DA ESTRADA
DE FERRO SOROCABANA. É que naquela data foi dirigida uma
carta informal ao Engenheiro Luís Leite Bandeira de Melo
então Chefe do Departamento da Via Permanente assim redigida:
"Com
o propósito de restabelecer a cordialidade
que sempre existiu entre os engenheiros desta Estrada e que por motivo de
aposentadoria dos antigos colegas sem que os novos tenham tido a
oportunidade de conhecerem os bons resultados da sua convivência ou dos seus
trabalhos, venho dirigir-me a um colega, meu atual chefe, e
que por certo partilha deste ponto de vista e deste propósito que
sempre devem nortear as boas relações e a camaradagem,
e solicitar seja sob a sua direção iniciada uma campanha e estabelecida a
estrutura-base desse regime de cordialidade.
Com
isso haverá sempre maior possibilidade de
se conhecerem os que labutam nesta Estrada contribuindo para o melhor
entendimento em suas relações funcionais e
constituindo um núcleo de engenheiros ferroviários que mais tarde
poderão formar uma entidade de classe cuja inexistência é tão de se
lamentar.
Como
sugestão e para que não pereça ao se iniciar a referida
campanha, tal movimento poderá se restringir à organização das bases
estatutárias e promovidas reuniões durante visitas técnicas a
serem organizadas dentro e fora da Estrada porém deverá ser imediatamente
iniciado um trabalho junto a todos os colegas, antigos e
novos, tanto os sediados em São Paulo como no interior. Sugiro assim o
início dos trabalhos preliminares uma vez que a
campanha independe da ação da Estrada sendo extra oficial.
Saudações,
Engenheiro
Walfredo Cavalcanti
Simultaneamente
foi dirigido o seguinte Memorial a todos os colegas da Sorocabana
assinado pelo Engenheiro Luís Orsini de Castro, pelo Engenheiro
Luís Leite Bandeira de Melo e pelo Engenheiro Walfredo Rebello de Albuquerque
Cavalcanti.
"Desde
épocas recuadas foi sempre objeto de preocupação dos Engenheiros da Estrada a
organização de um núcleo associativo que polarizasse os interesses da classe
inclusive o aperfeiçoamento técnico-profissional dos seus componentes. Por
motivos os mais diversos não se pode exercitar o plano em todo o seu complexo
aspecto porém ficou latente, permanecendo a idéia de se levar avante a velha
aspiração o que vem provar a sua legitimidade. Não há dúvida de que a
época cheia de dificuldades criando de um lado uma tendência isolacionista por
outro lado conclama a uma união - única defesa contra desagregação de
princípios e de ideais comuns.
Mas
em qualquer época tal objetivo teria de ser alcançado pois que traduz um
estado de espírito imanente que se revela em cada um, só esperando uma
oportunidade para se concretizar. Propõe-se em resumo um mais freqüente e
cordial contato entre os engenheiros da Estrada, mais explicitamente a
realização de reuniões periódicas, visitas à obras e serviços técnicos,
almoços festivos onde serão dados a conhecer trabalhos de interesse
profissional, passeios visando maior conhecimento entre os sócios e suas
famílias, etc. No decurso do tempo e sobre tudo após a primeira reunião a ser
marcada em breve, serão traçados rumos e aceitas sugestões.
Os
signatários deste Memorial convidam todos a assinarem a seguir dando em
princípio o seu apoio à campanha. São Paulo, 1 de março de 1.954".
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Em data de 7 de abril de 1.954, já com os estatutos elaborados pelos
engenheiros Luís de Castro Sette e Victor Amaral de Aguiar, foi aclamado como
primeiro presidente da Associação o engenheiro RUY DA COSTA RODRIGUES e
escolhido para Secretário Executivo, o engenheiro WALFREDO R. DE ALBUQUERQUE
CAVALCANTI.
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Até a data de 24 de abril de 1.959, com cinco anos de existência, a
Associação foi dirigida por uma diretoria aclamada e por três Diretorias
eleitas em votação direta.
ECOS
DA SOLENIDADE DE POSSE DA
DIRETORIA
PARA O BIÊNIO 1.984/1.985
Trinta
anos após a sua fundação, em 24 de janeiro de 1.984, a Associação de
Engenheiros da FEPASA que sucedeu à Associação de Engenheiros da E. F.
Sorocabana (que foi declarada de utilidade pública pela Lei 9.387 de 7 de junho
de 1.966) empossou em seção solene mais uma diretoria.
Convidado
na condição de um antigo associado, compareci para assistir ao acontecimento.
Lembrei-me então das dificuldades iniciais sofridas e de outras tantas
dificuldades que vieram no decorrer de três décadas que tiveram de ser
enfrentadas! Lembrei-me também daquela proposição inicial prevendo a época
em que os mais antigos vão sendo aposentados e, pela própria contingência do
afastamento de suas funções ficam como que marginalizados e, por isso foi
prevista no texto do documento de intenção de janeiro de 1.954, a motivação
para ser criada a Associação. Em verdade a vida continua e a ferrovia também
tem de continuar em sua missão social com a sua tecnologia renovada
acompanhando o progresso. E felizes são os idealistas incorrigíveis cuja
única recompensa pela sua dedicação à profissão que escolheram é a certeza
do cumprimento do dever e a oportunidade de haverem podido criar seus filhos
para continuarem na missão tal como no passado receberam como herança, boa
formação moral.
São
Paulo, 25 de janeiro de 1.984
Walfredo
R. de Albuquerque Cavalcanti
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